BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS DO USO DO CELULAR NAS ESCOLAS

Autores

  • Ana Cecília Faria Silva
  • Karine Rodrigues de Lima
  • Kauã Correa Silva
  • Mariana Botelho Braga
  • Maria Eduarda Costa Mendes
  • Maria Victória Ribeiro de Oliveira
  • Marya Eduarda Rodrigues Moreira
  • Matheus de Andrade Simão
  • Matheus Rodrigues Araujo
  • Paloma Chamone de Oliveira
  • Vitor Ryan Alves Batista Centro Universitário de Patos de Minas - UNIPAM
  • Wania Alves Ferreira Fontes

Palavras-chave:

celulares, aprendizagem, tecnologia, educação digital, legislação

Resumo

O presente estudo aborda os principais malefícios e benefícios relacionados ao uso de celulares em sala de aula, considerando os impactos no processo de ensino-aprendizagem, na saúde mental dos estudantes e na dinâmica pedagógica escolar. A popularização dos dispositivos móveis entre os jovens e sua inserção no cotidiano das instituições de ensino, especialmente após a experiência do ensino remoto imposto pela pandemia da COVID-19, evidenciaram tanto o potencial pedagógico dessas tecnologias quanto os riscos associados ao seu uso excessivo ou inadequado. Do ponto de vista positivo, o celular apresenta-se como uma ferramenta capaz de ampliar as possibilidades de acesso à informação, estimular a aprendizagem autônoma e facilitar a comunicação entre professores e alunos. Recursos como aplicativos educacionais, plataformas de ensino online, ambientes virtuais de aprendizagem e até mesmo redes sociais, quando utilizados de maneira crítica e planejada, podem favorecer o desenvolvimento de habilidades cognitivas, colaborativas e criativas. Além disso, o celular possibilita a inclusão digital, permitindo que estudantes em diferentes contextos socioculturais tenham contato com conteúdos atualizados e diversificados, ampliando o alcance da educação para além dos limites da sala de aula tradicional. Entre os principais malefícios, destacam-se a distração dos alunos durante as aulas, a queda no rendimento escolar, o comprometimento da concentração e a intensificação de quadros de ansiedade e estresse. O uso excessivo pode ainda estimular o isolamento social, comprometendo o desenvolvimento de competências socioemocionais. Do ponto de vista legal e institucional, a análise é orientada pela Lei nº 15.100/2025, que regulamenta o uso desses dispositivos no ambiente escolar brasileiro. Essa legislação procura estabelecer parâmetros para que o celular seja incorporado de forma consciente, garantindo que a tecnologia não substitui o papel do professor nem desvirtue os objetivos pedagógicos. Para tanto, torna-se necessário que gestores, professores, alunos e famílias assumam responsabilidades compartilhadas, construindo um ambiente educativo equilibrado e participativo. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório, com base em artigos científicos, legislações e documentos educacionais sobre o tema. No campo teórico, este estudo fundamenta-se em correntes educacionais como o construtivismo, o conectivismo e a aprendizagem móvel. Tais perspectivas evidenciam que a tecnologia, quando mediada de forma crítica, pode potencializar os processos de ensino-aprendizagem, promovendo a autonomia intelectual e a colaboração em rede. Por outro lado, quando utilizada sem reflexão, pode reforçar práticas de consumo imediato de informação, sem análise ou problematização. Conclui- se, portanto, que o celular em sala de aula deve ser compreendido como um recurso ambivalente: ao mesmo tempo em que oferece inúmeras possibilidades para inovação pedagógica, também representa riscos concretos para a formação acadêmica e pessoal dos estudantes. Defende-se, assim, uma abordagem pedagógica crítica, equilibrada e consciente, na qual o uso dos celulares seja orientado por políticas educacionais claras, estratégias de mediação docente e diálogo constante entre todos os atores envolvidos no processo educativo.

Publicado

2026-04-16