OS IMPACTOS DAS REDES SOCIAIS NA BANALIZAÇÃO DOS RELACIONAMENTOS TÓXICOS NA ADOLESCÊNCIA
Palavras-chave:
relacionamentos abusivos, violência psicológica, cultura midiáticaResumo
Este trabalho analisou os impactos da banalização dos relacionamentos tóxicos e abusivos entre adolescentes, com foco na influência das redes sociais e da cultura midiática na construção de padrões afetivos disfuncionais. Partiu-se da constatação de que comportamentos como controle excessivo, ciúmes possessivos, manipulação emocional e violência psicológica vêm sendo retratados como normais ou até desejáveis, especialmente nos meios digitais e na mídia, o que dificulta o reconhecimento do abuso por parte das vítimas. A pesquisa foi de natureza bibliográfica e de abordagem qualitativa. Foram analisadas obras teóricas, legislações como a Lei Maria da Penha e conteúdos acadêmicos que tratam da romantização do sofrimento e da naturalização da violência emocional nas relações. Além disso, o artigo tratou da dificuldade de aplicação da lei, especialmente no acolhimento de vítimas adolescentes, e da revitimização gerada pela ausência de suporte adequado. Também se discutiram fatores socioculturais, como a influência das redes sociais, a negligência da educação emocional nas escolas e a falta de políticas públicas integradas. O artigo propôs estratégias de enfrentamento, como a promoção de campanhas educativas, inclusão da educação emocional no currículo escolar, capacitação de profissionais da saúde e segurança, e fortalecimento da rede de apoio às vítimas. Concluiu-se que a transformação cultural é essencial para romper os ciclos de abuso e reconstruir uma visão de relacionamento pautada no respeito, empatia e autonomia. O combate à violência psicológica não pode se limitar às esferas jurídicas, exigindo um esforço coletivo e multidisciplinar que alcance tanto o ambiente virtual quanto o real, sobretudo entre os adolescentes.