A ASCENSÃO DAS INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS: IMPACTOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Resumo
O trabalho analisa a Inteligência Artificial e seus impactos no desenvolvimento do senso comum, destacando principalmente o uso exacerbado desse recurso e as consequências relacionadas a questões éticas, educacionais, psicológicas e jurídicas. A crescente dependência dessas tecnologias automatizadas, especialmente entre os jovens, tem gerado preocupações quanto ao enfraquecimento das capacidades cognitivas, como o pensamento crítico e a resolução de problemas. No campo educacional, a IA tem sido vista como uma ferramenta promissora para a adaptação do processo de aprendizagem e a ampliação do acesso ao conhecimento. No entanto, seu uso indiscriminado pode comprometer a formação intelectual dos estudantes, reforçando desigualdades e promovendo uma aprendizagem superficial. Outro ponto abordado no artigo é a ausência de regulamentações rigorosas sobre o uso de dados pessoais. A coleta de informações por sistemas de IA levanta questões sobre privacidade, transparência e segurança. A legislação brasileira, por meio da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), busca suavizar esses riscos, mas ainda enfrenta desafios na aplicação prática, especialmente diante da complexidade dos algoritmos. Os impactos psicológicos também são abordados, com destaque na dependência digital e no isolamento social. O uso indiscriminado da IA pode contribuir para o aumento de transtornos como ansiedade, depressão e distúrbios de atenção. A substituição de interações humanas pela Inteligência Artificial compromete o desenvolvimento emocional e social dos indivíduos. O trabalho tem como metodologia a revisão bibliográfica, com a análise de estudos recentes sobre IA e ensino de ciências. Os resultados indicam que a IA pode potencializar o desenvolvimento dos seres humanos, entretanto o uso indevido da tecnologia pode levar à aceitação passiva de informações geradas por algoritmos, reduzindo a capacidade crítica. Conclui-se que a IA, embora tenha um potencial transformador, deve ser utilizada com responsabilidade e regulamentação adequada, garantindo que seus benefícios sejam amplamente distribuídos e que seus riscos sejam minimizados.