AS ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES IMPUTADAS AO CONSELHO TUTELAR

Autores

  • Gabriela Andrade dos Santos
  • Juan Felipe Cardoso dos Santos
  • Liliane Correa Alves

Palavras-chave:

atuação, Conselho Tutelar, ECA, responsabilidades

Resumo

O estudo analisa o papel do Conselho Tutelar, estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pela Lei n. 8.069/1990, na proteção dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Como um órgão autônomo e permanente, suas atribuições vão além da orientação familiar, abrangendo responsabilidades decisivas em situações de risco, negligência, abuso e violação de direitos. Conforme descrito no artigo 136 do ECA, o Conselho Tutelar tem como principais atribuições a aplicação de medidas protetivas em casos de violação de direitos, como encaminhamentos para serviços de saúde e educação, aconselhamento aos responsáveis e, quando necessário, a requisição de medidas judiciais. Além disso, o Conselho deve atuar preventivamente, monitorando e fiscalizando a aplicação das políticas públicas voltadas à infância, garantindo que as necessidades dos jovens sejam atendidas de forma eficaz. Um aspecto central é a limitação da atuação do Conselho, que, apesar de ser independente, não possui funções judiciais ou executivas. Seu papel é de intermediário, assegurando que os direitos das crianças e adolescentes sejam respeitados, frequentemente exigindo ações de outros órgãos para a implementação das medidas protetivas. A integração do Conselho com serviços de proteção, como escolas e unidades de saúde, é crucial para garantir respostas rápidas em casos de violação de direitos, promovendo um trabalho colaborativo que potencialize os resultados das ações de proteção. No entanto, sua atuação enfrenta desafios significativos, como a sobrecarga de casos, a falta de recursos e a necessidade de formação contínua dos conselheiros, fatores que podem comprometer a eficácia de suas ações. Por fim, as atribuições e responsabilidades do Conselho Tutelar são essenciais para a proteção da infância e adolescência, sendo necessário um funcionamento articulado entre os diversos atores do sistema de proteção, incluindo o Judiciário e a sociedade civil. O fortalecimento das condições de trabalho e a capacitação dos conselheiros são vitais, pois a atuação preventiva e protetiva do Conselho é indispensável para garantir que os direitos das crianças e adolescentes sejam respeitados e protegidos em todas as esferas da sociedade.

Publicado

2026-04-20

Edição

Seção

RESUMOS – PÔSTER