COMO A ARBITRAGEM E OS MEIOS AUTOCOMPOSITIVOS COLABORAM PARA UMA MELHOR EFETIVIDADE DO SISTEMA JUDICIÁRIO

Autores

  • Ana Júlia Ferreira Soares
  • Carlos Eduardo Santos Osório
  • Saulo Santos

Palavras-chave:

eficiência na resolução de conflitos, meios autocompositivos, soluções consensuais, mediação, conciliação

Resumo

O estudo tem como tema principal a arbitragem e os meios autocompositivos na efetividade do sistema judiciário. Há que se falar, em primeiro momento, que os objetivos das pesquisas feitas é deixar claro que existem outras formas de resolver conflitos além do método convencional. A arbitragem, por exemplo, tem se destacado pela sua capacidade de proporcionar decisões rápidas e especializadas, com a grande vantagem de que as partes podem escolher um árbitro que seja expert no assunto que está sendo discutido. Em contrapartida, os meios autocompositivos como a mediação e a conciliação visam garantir a colaboração e a comunicação entre as partes, incentivando soluções consensuais que atendam aos interesses de todos os envolvidos no conflito. Posto isso, vale deixar evidente que existe uma ligeira diferença entre esses meios, já que a mediação visa facilitar o diálogo entre as partes, ajudando-as a identificar o ponto de convergência e a construir um acordo mutuamente satisfatório; já na conciliação, o conciliador sugere soluções e orienta as partes na busca por um entendimento, tornando o processo mais dinâmico. A adoção desses métodos apresenta diversas vantagens, como a redução de sobrecarga do sistema judiciário, a preservação das relações entre os envolvidos e uma maior eficiência na resolução dos conflitos. No Brasil a Lei de Arbitragem (Lei n. 9.307/1996) e o Novo Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015) têm sido marcos regulatórios importantes para a institucionalização e o fortalecimento desses métodos. Em decorrência disso, as empresas, de modo geral, têm reconhecido a eficácia da arbitragem e dos meios autocompositivos, integrando cláusulas específicas em seus contratos que estabelecem a resolução de eventuais conflitos por esses meios. Nesse contexto, a arbitragem e os meios autocompositivos não apenas contribuem para a eficiência do sistema jurídico, mas também promovem uma cultura de pacificação e diálogo, essencial para a construção de uma sociedade mais justa e colaborativa. Em síntese, a arbitragem e os meios autocompositivos representam um avanço significativo na administração da justiça, destacando-se como instrumentos indispensáveis na resolução moderna de conflitos.

Publicado

2026-04-20

Edição

Seção

RESUMOS – PÔSTER