A RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL DO AGENTE POLUIDOR

Autores

  • Felipe Luiz Santiago UNIPAM
  • Felype Augusto Roquete Dias
  • Vitor Cândido Guimarães

Palavras-chave:

Poluidor-pagador, Direito Ambiental, Teoria do risco, Responsabilidade civil

Resumo

Pesquisas sobre a responsabilidade civil ambiental são de extrema relevância diante da crescente preocupação global com a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. No contexto brasileiro, em que os recursos naturais desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento econômico e social, é necessário garantir que as atividades econômicas sejam realizadas de forma a mitigar danos ambientais. A metodologia utilizada nesta pesquisa seguiu uma abordagem analítica e documental, com foco na interpretação crítica de textos legislativos e regulamentares, bem como na revisão de literatura acadêmica e doutrinária sobre responsabilidade civil ambiental. Foram examinados textos legais fundamentais, como tratados internacionais, que influenciam a Política Nacional do Meio Ambiente, além de outras normativas relacionadas à preservação ambiental e à responsabilização por danos. A responsabilidade civil ambiental é fundamental na preservação do meio ambiente, regido por princípios como o do poluidor-pagador, que obriga quem causa danos ao meio ambiente a arcar com os custos dos componentes. Esse princípio visa estimular práticas específicas ao meio ambiente ao internalizar os custos ambientais nas atividades econômicas. No Brasil, a responsabilidade ambiental é regulamentada por leis como a Lei n. 6.938/1981, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente. Existem dois tipos principais de responsabilidade civil ambiental: a objetiva, baseada na Teoria do Risco, em que não é necessária a comprovação de culpa, apenas a conexão entre o dano e a atividade poluidora; e a subjetiva, que exige prova de culpa ou dolo e é aplicado em situações de menor risco ambiental. O trabalho também explora formas de reposição de danos ambientais, como as peças in natura, que buscam restaurar o meio ambiente ao estado original, e a compensação ambiental, usada quando a restauração direta não é viável. A aplicação da Teoria do Risco é central para garantir que aqueles que criam riscos ao meio ambiente sejam responsabilizados, incentivando práticas mais sustentáveis e contribuindo para a preservação dos recursos naturais para as futuras gerações.

Publicado

2026-04-17

Edição

Seção

RESUMOS – PÔSTER