Modificação de um alternador automotivo utilizando ímãs permanentes de neodímio como ferramenta de manutenção

Autores

  • Thomás Pedro Garcia Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)
  • Tiago Silvério Guimarães Xavier Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)
  • Gaspar Eugênio Oliveira Ramos Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Palavras-chave:

alternador, campo magnético, ímã permanente, manutenção, solenoide

Resumo

Mesmo com todas as ferramentas dispostas, agricultores de pequeno porte ainda encontram problemas como o difícil acesso à energia elétrica em certos pontos da fazenda, o que foi observado pelos autores nas suas vivências na região. Logo, este estudo se baseia na possibilidade e na viabilidade da modificação de um alternador automotivo, substituindo o solenoide interno por ímãs permanentes de neodímio, em busca de extrair energia elétrica para torná-lo um instrumento capaz de sustentar outras ferramentas elétricas destinadas à manutenção corretiva ou preventiva, no cenário rural. O alternador supre as demandas energéticas num veículo, transformando energia mecânica, por meio de correias, em energia elétrica, por indução magnética, e depois retificando a corrente alternada em contínua. A fim de analisar o sinal periódico gerado, foram descartadas as peças que o retificam. A modificação visa alocar os ímãs nos dentes do rotor alternando suas polaridades magnéticas, Norte e Sul, tornando-o assim independente de excitação externa para gerar o campo magnético, visto que o solenoide precisa ser energizado pela fonte para gerar o campo e posteriormente gerar a tal energia elétrica. Então, foi montada uma base em madeira instalando o componente e um motor elétrico paralelamente, de forma que o motor forneça transmissão mecânica através de três polias fabricadas em Tecnil, com diâmetros de 75, 100 e 150 mm para testes alterando as rotações por minuto. Utilizando-se do o osciloscópio do laboratório, foi possível obter dados importantes de Frequência (Hz) e Tensão RMS (V). Obteve-se um valor de 20,3 V RMS a 438,5 Hz, utilizando a polia de 100 mm de diâmetro, porém foi notada uma intervenção da temperatura do estator devido à passagem de corrente no condutor e relatado no próximo teste usando a polia menor. O estator já estava um pouco aquecido nesse ponto e, quando foi acionado, gerou 16,2 V RMS a 342,4Hz, logo após se aqueceu na casa de 60°C, acusado pelo termovisor do laboratório e decaiu sua eficiência gerando 13,5 V RMS. Por último, com a maior polia, gerou 8,97 V RMS a 640,3Hz, atingindo 105°C. Objetivo é suprir outras ferramentas visando atingir a tensão alternada padrão de 110V a 60 Hz, porém os valores obtidos são distintos; o estudo confirmou a hipótese do projeto, além de notar que a tensão e a frequência de saída são proporcionais ao valor crescente de rotações da polia, uma vez que o fator temperatura não venha ao caso, dado que o mesmo limita a sua capacidade.

Biografia do Autor

Thomás Pedro Garcia, Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Discente do curso de Engenharia Mecânica

Tiago Silvério Guimarães Xavier, Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Professor orientador

Gaspar Eugênio Oliveira Ramos, Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Professor coorientador

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Publicado

2023-04-04

Edição

Seção

Resumos

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